segunda-feira, 12 de julho de 2010

Denúncia - Gospelândia

Prezados colaboradores,

É de admirar como o pensamento Humanista Secular (uma das três principais bases de crenças existentes) está infiltrado na igreja (instituição) da atualidade, e a meu ver, recebido de braços abertos pelos inúmeros “gospelianos” que não buscam a transformação pela renovação de suas mentes (Rm 12.1), mediante a leitura da palavra de DEUS e conhecimento da VERDADE (Jo 8.32).

Minha esposa foi convidada a uma feira “Gospel” para participar de alguns Workshops e voltou com alguns materiais (folders, revistas, etc.) lá distribuídos. O que me chamou a atenção nesses materiais (fora o conteúdo “evangeliquez” expressamente divulgado nele) foi o subtítulo do evento: EXPO CRISTÃ – A maior feira de produtos e serviços para os cristãos, ou seja, um apelo ao consumismo que é a marca registrada do pensamento humanista secular.

O termo “sucesso” é abordado constantemente nos materiais fornecidos. As propagandas descaradas introduzidas podem conduzir os seus leitores a um pensamento competitivo em prol de alcançar o sucesso no reino. Não há preocupação com o “êxito”, somente com o “sucesso”.

Em uma das propagandas, veiculadas nos materiais, presenciei o seguinte absurdo: “Aprenda a evangelizar com sucesso e de forma eficaz, levando sua igreja a um crescimento quantitativo e qualitativo, com o material de um dos mais renomeados evangelistas do mundo”. É isso mesmo, pasmem! O comercial anunciava abertamente esse imenso absurdo!

O consumismo e modismo estão arraigados de tal forma na “gospelândia” que, os interessados, podem levar para suas instituições o “Davi”, “Moisés”, “Ruth”, etc.

Não entendeu?!

É isso mesmo. Modelos de púlpitos (os mais luxuosos possíveis) são batizados com nomes dos homens e mulheres que mais se destacaram na bíblia, segundo a visão dos gospelianos.

Para onde a igreja (instituição) está caminhando?

Diga não ao humanismo secular e ao capitalismo selvagem que anda ao nosso derredor procurando tragar alguém…

Aprendamos com CRISTO. É isto.

Divulguem…

Fábio e Ariana

Diáconos e Cooperadores da Igreja de Citrolândia



terça-feira, 6 de julho de 2010

Teologia do Homem Aranha

“Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim” Is 6.8

Relembrando meus tempos de criança, conclui que em cada fase da minha infância fui influenciado por um super-herói ao qual me identificava. Motivado por uma inocência peculiar aos “pequeninos” vivi momentos totalmente utópicos e emocionantes. Era como se não houvesse problemas e por alguns momentos a força e agilidade daqueles heróis se incorporasse em meu ser, dotando-me de dons nunca antes alcançados.

Um dos que mais me marcaram foi o Peter Parker (homem Aranha) e sua história nos traz lições muito preciosas.

Ele era um adolescente desajeitado e nada popular, até o dia em que é picado por uma aranha e adquire super poderes como força, agilidade e passa a grudar nas paredes e soltar teias que lhe permitem ser um Tarzan na grande metrópole em que vive.

Um dia fomos tocados por Jesus e a partir de então o poder do Espírito Santo começa a habitar em nós e Deus nos chama para manifestar esse poder na sociedade, para benefício daqueles que vivem a nossa volta.

O Homem-Aranha nos traz alguns contrastes dos heróis do cinema. Ele não era exatamente um super-herói, não desejava ser invencível e não estava imune ao sofrimento.

Isso me faz lembrar Jeremias. Quando do seu chamado ele não desejou ser um super-herói (Jr 1.4-10), se sentiu totalmente incapaz para cumprir sua missão e sofreu demasiadamente quando confrontado pela situação atual do povo ao qual ele foi levantado como profeta (Jr 12.3-4).

Parker era alguém que desejava acertar, cumprir com suas responsabilidades mesmo sabendo que não há um prêmio para isso, mesmo ciente de que muitos ao seu redor irão desistir.

Tem uma frase que diz: “Desistir é uma solução permanente para um problema temporário

Você já reparou que mediante o mínimo erro ou reprovação pessoal nos é proposto uma batalha com um dos guerreiros mais poderosos o “sentimento de desistência”? O escritor de Hebreus registra o espírito esportista que temos que nos firmar nestes tempos:

Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus” Hb 12.1-2

Outro aspecto interessante deste moçinho é que ele é um herói que erra, mas se arrepende, um herói que precisa de ajuda até para vencer a si mesmo.

Davi também manifestou essas características. Com uma personalidade melancólica, se tornou um exímio lutador com a espada e um apaixonado adorador com a harpa e mesmo com toda sua qualificação prematura, mediante o confronto do profeta Natã (2Sm 12.1-7) se arrependeu de seu pecado com Bate-Seba e como registro destes sentimentos nos deixou um dos salmos mais lindo das escrituras.

“Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável” Sl51.10

Peter Parker só passa a ser um herói efetivamente no dia em que descobre os seus poderes e neles a essência de seu propósito de vida: ajudar as pessoas. Creio que nossa essência está totalmente ligada a manifestação daquilo que nascemos para ser e com certeza isso inclui o próximo.

Identifico as mesmas verdades nas palavras de Jesus “Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” Gl 5.14

Marcou-me muito uma cena, no começo do primeiro filme, seu tio, que o criara desde a infância está prestes a morrer e sabe de seus super poderes e em suas últimas palavras ele diz ao sobrinho “Quanto maior o poder, maior a responsabilidade”.

Jesus deixou isso muito claro quando da parábola dos talentos (Mt 25.14-30). Todo dom que nos é confiado está associado a um retorno ao qual nos será cobrado.

Como já dizia um pastor “é como termina é que se conta” o jovem assume sua identidade heróica, torna-se o Homem Aranha e passa a ajudar Nova York no combate ao crime, nas injustiças sociais e mazelas da sociedade.

Desejo que você descubra quem você é e seja de propósito, manifestando o poder de Deus nesta sociedade carente de super heróis!

Euforicamente;

David Júnio



quinta-feira, 1 de julho de 2010

Baile de Máscaras

“Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” Fp 4.8

Nestes dias temos sido constrangidos a meditar em palavras chaves e nos alinhar com elas. Quero chamar atenção neste texto para a palavra VERDADEIRO, para sermos verdadeiros não podemos ser mentirosos.

Mas o que é a mentira? Mentir é falar ou dizer algo contrário à verdade; é a expressão e manifestação contrária ao que alguém sabe, crê ou pensa.

Hoje a mentira tem se tornado um mal comum em todos os ambientes e esferas da sociedade e este é um mal identificado desde o início da igreja.

A igreja de Atos tinha ações que demonstravam sua luz e pureza, mas neste cenário aparece Ananias e Safira (At 5.1-11) mentindo sobre valor de uma propriedade vendida. O pecado de Ananias e sua esposa não foram reter parte do valor, pois a propriedade já eram deles e não existia nenhuma lei que obrigava a pessoa a dar tudo, o problema foi à tentativa deliberada e voluntária de mentir ao Espírito Santo e ao povo, passando uma imagem nas ações as quais não eram reais e Deus puniu com grande rigor, pois se tratava de um momento importante na história, o nascimento de uma nova proposta para o povo Dele.

Me chama atenção o texto de Jo 8.44 que diz que o diabo é o “pai da mentira”. Sendo ele pai, sugere que ele tenha filhos, quem são estes?

É lindo ver que a verdade é uma das expressões de Cristo

“Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” Jo14.6

Temos que ter cuidado com as meias verdades, mas que no fundo, não passam de mentiras completas. Vejam o texto

“Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas” 2co10.4-5

Sofismas são pensamentos e raciocínios que parecem verdadeiros e válidos, mas são falsos e mentirosos.

Tem pessoas que buscam a felicidade a todo e qualquer custo, mas elas nunca se sentem completas porque existencialmente elas precisam é de uma verdade!

Tem uma frase que gosto muito que diz: “Dá-me a verdade e a felicidade, se eu não puder ter as duas, dá-me a verdade, pois teremos tempos bastantes para sermos felizes no céu” Tozer

Existem pessoas presas em mentiras e o que elas precisam é conhecer a verdade.

“e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” Jo 8.32

Conhecereis no original é ginosko”= reconhecer e ganhar conhecimento.

Ginosko é o conhecimento que tem um início e um progresso na obtenção de algo. É o reconhecimento da verdade mediante uma experiência pessoal.

Tem uma Ilustração profética no texto de Jo 15.1 “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor.”

Se a videira é verdadeira, tem como dar frutos mentirosos? O fruto que o agricultor celeste procura são pessoas que vivem semelhantes a Cristo exalando postura e qualificações que brilham em meio a uma sociedade caída.

Verdade no grego é “alethes” = não oculto, manifesto.

Isto me lembra Rm 8.19 “A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus”

Ser verdadeiro está totalmente ligado a demonstrar quem você é realmente e manifestar de maneira clara sua essência.

Gosto de usar um exemplo para ilustrar esta palavra “revelação” aqui em Rm 8.19

Suponhamos que você é convidado para ir a um baile de máscaras e escolhe aquela que mais se enquadra com seu rosto, seu estilo. Chegando lá, pessoas se aproximarão de você, mas serão confundidas pelas máscaras e terão dificuldades na identificação. Quando você revela quem você é, o momento toma uma proporção de intimidade disponibilizando um convívio mais claro, consciente e verdadeiro.

Existe pessoas que aguardam você tirar a máscara e revelar aquilo que Deus te criou para ser, sem mentiras ou quaisquer disfarces que prejudique na redenção de uma criação que “geme” e “anseia” por referências verdadeiras.

“Procuremos praticar, crer, falar e amar a verdade”

Conscientemente;

David Júnio



segunda-feira, 28 de junho de 2010

Profissionalizando para Cooperar

Há algum tempo tenho pensado sobre a cooperação e a profissão ou profissionalismo, este último pode ser definido como comportamento correto do profissional. Ao pesquisar no dicionário Aurélio as palavras profissional e cooperação, me chamou a atenção algumas definições: por profissional pode-se entender uma pessoa que exerce uma atividade por ofício. Por cooperação ou cooperar temos uma pessoa que trabalha em comum, que participa, ajuda, entre outras definições. Vale salientar outras palavras dentro destas definições como ofício que é definida por uma ocupação permanente de ordem intelectual, uma incumbência, uma missão; e intelectual que é definida como uma pessoa que tem gosto predominante ou inclinação pelas coisas do espírito, da inteligência, que possui dote do espírito; por último dote significa atribuir algum dom, ter um dom natural.

A partir de um bom tempo atrás o mercado tem determinado a profissão de muitos de nós, atribuindo a estas escolhas alguns benefícios superficiais e temporários no qual podemos chamar também de ilusórios. Várias pesquisas têm surgido para diagnosticar porque as pessoas tem sentido e sofrido tantas frustrações, medo, problemas de saúde, entre outros. Quando fazemos escolhas erradas, sofremos, quando fazemos escolhas certas, nos alegramos e isto se torna duradouro e também possivelmente permanente. A partir deste pressuposto outra palavra ganha destaque, a ambição. Quando fazemos a escolha pelo que o mercado determina é provável que a ambição esteja voltada a conquista de coisas materiais, coisas que possivelmente poderão ter um fim em curto prazo, tendo em vista os malefícios descritos acima por esta escolha.

Contrapondo, nossa inteligência, nossa intelectualidade individual não é determinada pelo mercado, é algo interior, constituído por um dom natural, por um desejo ardente e permanente dentro de nosso ser material que somente será suprido através de seu cumprimento, temos então uma missão. A palavra de Deus relata em 1 Coríntios 2:9: “mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam”. Prosseguindo aos versos posteriores vemos que o Espírito de Deus nos revela aquilo que não sabemos ainda. Somente nós sabemos o que sentimos individualmente e o que pelo Espírito de Deus nos revelou. O que quero dizer é que se nosso ofício vem de uma ordem intelectual e nossa intelectualidade tem gosto predominante ou inclinação as coisas do espírito, logo, têm que conferir coisas espirituais com espirituais para que recebamos o que vem do Espírito de Deus e conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente. Em Romanos 12:2 diz: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Ao que está sendo proposto, não nos conformar com este século está relacionado a não deixar que o mercado dite nossa profissão, não trabalhamos para o mercado e sim desenvolvemos nosso ofício em cumprimento a nossa missão. O que estava intrínseco em Daniel, José, Paulo, Tiago entre outros não mudava com o tempo, ou com o mercado, mas se aperfeiçoava na medida em que recebiam do Espírito de Deus. Renovar nossa mente diariamente significa não olhar para o instantâneo, rápido e material, mas sim ao que nos é revelado e desconhecido. O desenvolvimento de nossos ofícios nos dará como meio, remuneração financeira, falta de privações e recursos quaisquer que sejam, mas o fim é o cumprimento, ou seja, a cooperação para o estabelecimento do Reino. “Porque de Deus somos cooperadores; lavoura de Deus, edifício de Deus sois vós” (1Coríntios 3:9), somos um terreno sendo preparado, um resultado de um conjunto de planos que nos esta sendo revelado a medida que o auxiliamos.

Priscilla Ribeiro de Souza

Administradora e funcionária pública