quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Aborto e seus Pontos

Como esse assunto tem se tornado notícias em jornais, televisão, internet, revistas, ou seja, em todos os meios de comunicação. Uma palavra tão pequena, mas com um enorme significado acompanhado por uma grande consequência – a morte.
A palavra aborto significa interrompimento, a pessoa que aborta está interrompendo algo, impedindo de crescer, de viver. Vamos pensar na palavra interrompimento, ou melhor, qual o valor do ser humano?
“Ouvi dizer que uma mulher quando está grávida não carrega uma planta dentro de si para depois arrancá-la, e a reposta foi: uma planta, ou um ser humano têm a mesma importância”. O que era cultura da vida têm se tornado a cultura da morte construída sobre a ótica dos naturalistas, onde toda a existência está apenas na matéria e a natureza quem dita as ordens éticas, onde nega a espécie humana como superior a todas as outras espécies biológicas.
Em 1889 o filósofo Nietzsche declarou: “Nós matamos a Deus”, ou seja, o homem não precisa de normas ele decide as próprias normas. Logo morreram também a moral e o significado da vida, e hoje no século XXI é exatamente o que continua acontecendo.
Em 1973 foi estabelecida na corte do EUA que um feto humano não é uma pessoa no famoso caso entre Wade x Roe, onde Roe nome fictício representando uma mulher que engravida, mas decidida a abortar e vendo que sua nação era contra essa legalização, ela desafia a corte americana, Wade é representado como funcionário do parlamento que tenta ir contra essa afronta. O resultado foi que demorou o andamento dessa “discussão”, Roe teve o bebê e entregou a adoção, mas com 7 votos contra 3 o aborto foi legalizado e para isso o feto foi considerando sem direitos humanos, portanto podendo ser destruído. A corte teve de argumentar que, mesmo sendo o feto biologicamente humano, não é uma pessoa legal, pois caso contrário os direitos a vida seriam garantidos sobre a 14º emenda ( instrui aos estados americanos que não privem qualquer pessoa de vida, liberdade ou propriedade). Se os magistrados reconhecessem o feto como pessoa se transformaria numa privação ilegal de vida, ou seja, assassinato.
Pergunte a um médico: Onde se inicia a vida? Ele te responderá que é impossível não dizer que é na concepção, é impossível fechar os olhos e negar a realidade de que no embrião já está contida todas as informações genéticas para toda a vida. Biologicamente falando o feto é uma pessoa sim! Para ser pessoa não necessita de RG ou CPF, ou talvez que se paguem todos os impostos ao governo, mas que faça parte da humanidade. E digo que o feto faz o maior papel na humanidade, pois sem ele não existiria a mesma.
As alegações são sempre as mesmas: “ a mãe não tem condições financeiras para cuidar do filho, não tem condições emocionais, é muito nova, a família não pode saber, temos que ter o controle da natalidade no Brasil, precisamos prezar pela saúde pública” e etc. Que tipo de cuidado podemos ter com essas mulheres que enfrentam esse problema se a ajuda a se oferecer é: mate seu filho?! Ao invés de ser oferecido ajuda para criar seu filho e assim salvando a vida da mãe, do bebê e dos próximos que virão. Desde quando questões financeiras se tornaram desculpas para se matar o próprio filho? O aborto é uma forma rápida e destruidora de tentar resolver problemas. Problemas não se resolvem com a morte, sempre existirá outra saída - E VAMOS DESCOBRIR!
O controle da natalidade não vem com o assassinato de bebês, a saúde pública não deve aprovar matança como sinônimo de “segurança”.

Assim, vem crescendo em nosso meio a cultura da morte, onde a vida já não tem tanto valor assim, nós podemos reduzi-la a uma simples decisão. Mas afirmo que não está em nós a decisão da morte de ninguém.

Está sendo tirado e reduzido a nada o valor e o milagre de uma mulher poder gerar vida. A pergunta é: Você vai querer fazer parte disso?

A vida se dá na concepção e ponto final.

O feto é Pessoa e ponto final.

Abortar é infringir a lei e se constitui assassinato e ponto final.

Se você é a favor do aborto, não sabe o valor de uma vida e ponto final.

Pós-Modernidade

Jesus, qual minha semelhança com ele em meio a um mundo pós-moderno?

Em todo meu tempo de seminário o que de mais valioso eu pude perceber é que o que importa é ser a semelhança de Cristo, é entrar no meu quarto fechar a minha porta e orar. Vejo a necessidade em estarmos em Cristo, enxertados nele, assim como Jo 15.4 “permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós podeis dar, se não permanecerdes em mim.”

Hoje estamos na pós-modernidade, a antiguidade, a Idade Média e a modernidade já passaram. Na Idade Média, por exemplo, existia uma cosmovisão, ou seja, uma forma de perceber o mundo onde o Teísmo predominava. Teísmo era Deus no centro, havia ainda um temor entre as pessoas, nos livros de histórias vemos o poder que a igreja católica tinha sobre o governo, todos acreditavam em Deus, essa era a cosmovisão da época, mas o tempo foi passando e foi surgindo outras cosmovisões, por exemplo, com a chegada do iluminismo na história, a era da razão, entra então o Deísmo, o que é o Deísmo? A humanidade passa a acreditar em um Deus que criou todas as coisas, mas que não se relaciona conosco, é um Deus apenas transcendente (que criou todas as coisas) e não imanente (Deus pessoal). Deus não faz parte da nossa história, Ele apenas nos criou e criou todas as coisas e foi embora. Depois dessa cosmovisão surge o naturalismo, nessa cosmovisão Deus já não existe mais, tudo veio da matéria, o ser humano é apenas o fruto do acaso. E no decorrer da história surgem várias outras cosmovisões como o Niilismo onde nada mais tem sentido, a nova era onde o homem acredita ser um deus. E hoje estamos vivendo outra cosmovisão, e essa cosmovisão se chama: Pós-modernidade, e estamos totalmente inseridos nela.

Algumas características são:

· Busca pelo prazer (hedonismo) - a pessoa precisa ser feliz a qualquer custo. Ela vive para um prazer próprio, egoísta.

· Idolatria por competição (pragmatismo) vícios por resultados, a pessoa precisa vencer, vencer e vencer, sempre!

· Todo diálogo esconde um jogo de poder - quem vence o diálogo regularmente as leis.

· Relativismo (cada um cria a sua verdade e os seus valores).

Infelizmente encontramos essas características em meio a muitas igrejas cristãs, que tratam o membro, por exemplo, como clientes e precisam estar disposto a oferecer tudo do bom e do melhor, esse relativismo é uma ferramenta para satisfazer os desejos humanos. Na pós-modernidade o homem está no centro, ele é a solução, muitos estão roubando o lugar de destaque que só cabe a Cristo.

Nessa cosmovisão tudo é relativo, não existe verdade universal, podemos viver o ecumenismo, podemos adorar a Deus, ou Maomé, ou Buda, ou próprio homem, enfim eu crio meus valores, eu dito as regras, não existe nenhum referencial a ser seguido.

Mas qual a minha semelhança com Cristo em meio a essa cosmovisão?

Se não tomarmos cuidado, essas características irão tomar conta de nossos corações, vamos querer o prazer custe o que custar pois preciso ser feliz! Vamos ser pragmáticos... afinal, preciso ser o melhor! Vamos usar nosso discurso para trazer manipulação e vamos criar nossos próprios valores.

Se não tivermos enxertado em Cristo todos os dias, sabe o que viraremos? Jo 15.7 (apenas um galho seco que servirá para uma fogueira)

Posso pregar em nome de Cristo e viver uma vida longe dele que faça apenas barulho. Olha o que diz em 1Co13.1 " Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como címbalo que retine".

Como cristãos precisamos nos atentar a todos os assuntos no mundo. Precisamos detectar as influências de satanás que tentam afastar cada vez mais as pessoas de Cristo. Precisamos saber a cosmovisão que rege a nossa era e não deixar que ela entre em nossas vidas.

"E não vós conformeis com esse século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus". Rm 12.2

Rebeca Pires

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

De imagem em imagem

Quando olho para o ser humano me pergunto: quem ele é? E logo eu já respondo: Imagem e semelhança do grande criador que é Deus, então isso significa que o homem é semelhante do próprio Deus? Por que suas atitudes não são coerentes a essa semelhança?

A resposta está em uma palavra: Escolha! Desde o início lá no jardim do Éden o próprio Deus concedeu isso ao homem, simplesmente para que o homem escolhesse amá-lo. O ser humano veio de Deus, ele só pode se descobrir descobrindo a essência de onde veio, ou seja, descobrindo o seu criador, quando ele o descobre essa essência começa a ficar viva em seu interior, mas só temos essa essência a partir do momento em que escolhermos, caso contrário, teremos uma essência, uma identidade deturpada, pois nunca a encontraremos por nós mesmos, pois não somos autossuficientes, não viemos da matéria inanimada, viemos de Deus, logo, Ele é a raiz da nossa existência.

Quando olho para quem sou e me deparo com quem Deus é, só posso clamar para ser transformada a sua semelhança dia a dia, assim como 2Co 3.18...” refletindo como espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória”, ou seja, cada vez mais perto de Deus eu contemplo sua imagem e essa imagem vai tomando forma dentro de mim e com isso vou ficando parecida com Ele, mas quanto menos eu contemplar, menos serei parecida com meu criador, e a tendência é o meu coração se corromper, amar menos, ter menos compaixão, viver uma religiosidade, mediocridade, enfim, a minha natureza antiga clama para que eu volte para ela, e se eu não estiver enxertada na videira que é Cristo todos os dias, serei apenas um tronco seco caído no chão e que servirá apenas para fazer uma fogueira.

Olhando para o mundo em minha volta, a única esperança que vejo é o próprio Cristo andando sobre alguns lugares, ensinando, confrontando, manifestando o Reino onde for, proclamando justiça, amor, levando paz e salvação. Tudo isso pode acontecer, se nós formos como Ele é, se escolhermos ser transformados de imagem e imagem, desta forma, seremos Cristo para as pessoas, pois quando elas olharem para nós verá refletida a Sua imagem.

Deus é amor, Ele é bom, Justo, sábio, criativo e Ele já nos fez com todas essas semelhanças e mesmo o pecado entrando em nossos corações Ele enviou Cristo para reconciliar essa semelhança novamente!!! Quando erramos, magoamos, quando alguém rouba ou faz qualquer outra coisa que não condiz com um bom comportamento podemos ouvir essa frase: “O homem é humano por isso ele pode errar” eu digo que Deus nos fez humanos mas nossas escolhas erradas nos fizeram desumanos, então errar não é humano e sim desumano pois em Deus podemos aprender o que significa sermos mais humanos, Ele fez seres humanos e nós fizemos a escolha pelo desumano. E será que é possível viver essa essência que Ele sonhou para nós? Sim, é possível, a mensagem da cruz nos comprova isso.

Que venhamos nos esforçar para uma vida onde Cristo possa viver em nós e caminharmos para uma vida de transformação todos os dias!

Parte de uma música que tem nos edificado neste sentido:

“Quando encontro contigo, encontro comigo mesmo; Não posso mais fugir de Ti por fugir de mim”. Anderson Bonfim

Rebeca Pires Oliveira

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Vida Abundante

"Eu vim para que tenham vida e vida em abundância" (Jo 10.10).


Estou convencido de que a vida abundante é muito difícil, talvez impossível de ser vivida plenamente aqui na terra, pois implica autodoação, renúncia, desprendimento, práticas de atos de justiça e ausência de erros.

Não obstante, sua característica utópica deve ser sonhada, tentada e buscada!

Perseverando Nele;

David Júnio